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Exibição do filme “Acampamento Marcelino Chiarello: A terra que alimenta a resistência”

No dia 12 de dezembro, próxima terça feira, será exibido o documentário “Acampamento Marcelino Chiarello: A terra que alimenta a resistência”.

O filme, retrata a construção do acampamento Marcelino Chiarello, localizado entre os municípios de Xanxerê e Faxinal dos Guedes. O documentário foi produzido na região considerado berço do MST em Santa Catarina, um marco histórico do maior movimento social da América Latina. O objetivo dessa produção é trazer a narrativa na fase embrionária do acampamento, 31 anos depois da primeira ocupação no estado. A partir do processo de construção, o documentário retrata, sem olhares etnocêntricos, as condições de vida, ideais, relação de trabalho e a forma como esses trabalhadores rurais reivindicam as terras para produzir e viver.

Direção: Amanda Ferronato, Angélica Dezem, Darlei Luan Lottermann, Jaqueline Dutra Kornfüehrer, Maria Joana Weber Giareton e Marina Folle Schielke
Orientação: Ilka Margot Goldschmidt Vitorino
Realização: Laboratório de TV e Cinema – Unochapecó

– Após a exibição será aberto espaço para conversa e discussão, abordando o despejo violento vivido pela comunidade no último dia 29.

Segue a matéria
“No dia 29 de novimebro, as 180 famílias que viviam no acampamento há quase dois anos, foram despejadas, com uma ação da Polícia Militar, com tropa de choque e cavalaria, cumprindo a liminar da juíza da 1ª Vara de Chapecó.

Mas, as famílias Sem Terra despejadas do Acampamento Marcelino Chiarello seguem resistindo. Organizadas solidariamente no ginásio de Faxinal dos Guedes/SC, mas também articulados para dialogar desde com prefeitura até com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) Nacional. O MST organizou neste dia 1 ato em solidariedade as famílias.

A área ocupada pelas famílias é pública, do Incra. Na década de 1980, o Estado Brasileiro expulsou os agricultores que moravam ali e repassou as terras para o fazendeiro, mas para o título da terra ser dele era preciso pagar e ele nunca o fez. Por isso, as terras voltaram a ser propriedade do Incra. “Por este motivo as famílias ocuparam a área. Mesmo assim, a juíza mandou despejar as famílias Sem Terra, sem oficializar a ordem com antecedência e sem dar o direito de defesa judicialmente”, afirma Vilson Santin, da direção do MST.”

Reportagem na íntegra: http://www.mst.org.br/2017/12/03/em-santa-catarina-acampamento-marcelino-chiarello-resiste.html

Link do evento para mais informações: https://www.facebook.com/events/130989997679161/

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23/11 | CHICO #NãoVaiTerRedução

É dos morros do Rio de Janeiro e da resistência das favelas cariocas onde brota e floresce arte. A Coletiva Centospé convida todas e todos para a ESTREIA EM FLORIANÓPOLIS de Chico, um filme dos Irmãos Carvalho. Através de uma produção de cinema da periferia, apresentamos um manifesto contra a redução da maioridade penal e o encarceramento em massa do povo negro.

A exibição será feita no Auditório Professor João Ernesto Escosteguy Castro, no prédio de Engenharia de Produção (CTC) da UFSC, dia 23/11 às 18:30h. Após o filme, teremos uma RODA DE CONVERSA sobre a redução da maioridade penal e o racismo do sistema judiciário. Logo mais divulgamos os nomes de quem vai fortalecer nesse espaço!

#NãoVaiTerRedução
#VaiTerCinema



Direção de Irmãos Carvalho (2016) – 23min

2029. Treze anos depois de um golpe de Estado, o cerco se fechou contra as populações periféricas. Dentre os retrocessos levados a cabo pelo novo governo, está a aplicação de tornozeleiras eletrônicas em crianças pobres, negras e faveladas em seu nascimento para rastreá-las. O governo pressupõe que elas irão, cedo ou tarde, entrar para o crime.

Chico é mais uma dessas crianças. No seu aniversário de 10 anos, é aprovada a Lei de Ressocialização Preventiva, que autoriza a prisão desses menores. O clima de festa dará espaço a uma separação dolorosa entre Chico, sua mãe e sua avó.

Você pode assistir o trailer em: https://www.facebook.com/FilmeChico/videos/485434798324787/

Para mais informações sobre a produção, é só curtir a página Chico!

20/09 | Arpilleras, o Filme – Lançamento em Florianópolis

Com imensa satisfação e suor, convidamos todas e todos para o lançamento do documentário “Arpilleras: atingidas por barragens bordando a resistência” e para o lançamento estadual do 8º Encontro Nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).

“Arpilleras: atingidas por barragens bordando a resistência”.
Um filme “costurado” por diversas mãos e que terá sua primeira exibição em Florianópolis no próximo dia 20. O longa-metragem conta a história de luta das mulheres atingidas por barragens nas cinco regiões do país usando uma técnica de bordado advinda do legado das mulheres chilenas que bravamente lutaram contra a sangrenta ditadura militar instalada em setembro de 73. No Brasil, a técnica das arpilleras foi ensinada e fomentada pelo MAB nos últimos anos através de oficinas realizadas em todas as regiões do país. O filme, financiado coletivamente, foi totalmente produzido e realizado pelas mulheres do MAB em conjunto com o coletivo de comunicação do movimento. Seu lançamento oficial foi na cidade do Rio de Janeiro e, em breve, terá estreia em São Paulo.

No dia 20 de setembro, em Florianópolis, além da estreia do filme ocorrerá o lançamento do 8º Encontro Nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), marcado para acontecer entre os dias 1 e 5 de outubro, no Rio de Janeiro. O Encontro Nacional deve reunir mais de cinco mil atingidos e apoiadores do movimento de todos o país.

Sinopse:
“Arpilleras: atingidas por barragens bordando a resistência”
O que une 10 mulheres de diferentes regiões do país? Elas se conectam na dor da perda de suas memórias, mas também na força de resistir e de se converter em autoras de sua própria história. Elas são mulheres atingidas por barragens. E a costura sua ferramenta de luta.

Trailer:
https://www.youtube.com/watch?v=N-Q3hRtcwiM
Página do filme:
https://www.facebook.com/arpilleras/

ESTREIA EM FLORIANÓPOLIS:
DATA: 20.09.2017
HORÁRIO: 19h
LOCAL: Auditório Antonieta de Barros – Assembleia Legislativa de SC. Rua Dr. Jorge Luz Fontes, 310

Realização: Movimento dos Atingidos por Barragens – SC
Apoio: Bancada do PT, ALESC, Sinergia

#ArpillerasOFilme #AtingidasSomosTodas #AtingidosSomosTodos #MAB

07/09 | Caminhada e Abraço aos Areais da Ribanceira

Movimento SOS Butia catarinensis CONVIDA: Caminhada e Abraço aos Areais da Ribanceira

Quando: 7 de setembro de 2017
Horário: das 15h às 18h
Saída na Associação Comunitária Rural de Imbituba, onde acontece a Feira da Mandioca, logo depois da Usina de Triagem de Imbituba

Essa ação acontece em virtude da extensa queimada ocorrida nos dias 2 e 3 de setembro. Onde muitos animais morreram, muitas aves migraram, o complexo de butiazais e todo seu ecossistema foi fortemente atingido.

Junte-se a nós nessa caminhada, se puder venha de preto para representar o luto pelas queimadas ou venha de branco para representar a vida pela terra.

Para saber mais, acesse: https://www.facebook.com/events/321044458359290/

 

28/08 | A Luta pela Terra nos Areais da Ribanceira

O PET Direito convida a todas e todos para a palestra “A Luta pela Terra nos Areais da Ribanceira: aspectos de um caso prático de Direito e Resistência”.

Dentro do tema central escolhido para as atividades de 2017, buscamos promover com o presente espaço uma atividade capaz de debater os aspectos inerentes de Direito e Resistência em um caso prático de conflito social, analisados a partir de uma comunidade que reinvidica seus direitos fundamentais através da luta pela terra.

O caso em questão trata-se da comunidade tradicional dos Areais da Ribanceira localizada no município de Imbituba no litoral catarinense, que caracteriza-se por ser um grupo social descendente de açorianos e indígenas que faz uso comum do território desde o século XIX. Ao longo das sucessivas gerações, a comunidade desenvolveu práticas específicas de uso e apropriação dos recursos naturais orientadas por um sistema de referência compartilhado pela coletividade. No entanto, os projetos de desenvolvimento conectados com o setor industrial e a especulação imobiliária têm alavancado nas últimas décadas uma intensa disputa pelo território na região, ameaçando a reprodução dos modos de vida tradicionais. A comunidade por sua vez, composta por agricultores e pescadores, busca mecanismos através da ACORDI (Associação Comunitária Rural de Imbituba) de organizar a resistência cultural e efetivar o direito pela terra.

Para debater os entraves atuais do reconhecimento da comunidade tradicional, trazemos Marlene Borges, agrônoma e cofundadora da ACORDI, Ledeir Martins, advogado e membro da ACORDI, Daniela Rabaioli, advogada popular e Marcos Almeida, antropólogo do Ministério Público Federal.

A palestra será realizada no Auditório do Fórum Norte da Ilha às 19h de segunda-feira, 28 de agosto. Estão todas e todos convidados.

Esse evento é uma parceria do PET Direito com a Coletiva Centospé.

Evento no facebook: https://www.facebook.com/events/1999677240248215